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terça-feira, 22 de novembro de 2011

With a little help from my friends

É comum falarmos aos amigos que contem conosco para o que der e vier, mas quando eles passam por uma situação complicada, uma fase difícil por mudanças forçadas e tudo mais, geralmente ficamos sem saber o que fazer, torcendo apenas para que o tempo passe e ajude a curar o sofrimento.

Mas e se você puder arregaçar a manga, ceder um pouco do seu tempo e fazer algo válido?


Foi isso que fizemos por um amigo próximo na semana passada e vamos dividir aqui. Vocês verão como é simples fazer algo inesquecível.

Estávamos em dois: bolamos a idéia juntos e dividimos as tarefas. Em 3 horas tudo estava pronto.

Regra número 1: abra mão do perfeccionismo. Se você quiser que tudo saia perfeito e ficar pensando no que poderia ser feito em vez do que dá para fazer na hora, não vai sair do lugar!

Regra número 2: ouse, brinque, deixe a criatividade fluir.

Regra número 3: use a falta de tempo a seu favor, ou seja, IMPROVISE!

Em três horas eu e meu parceiro de missão criamos uma corrida de aventura na USP para nosso amigo.

USP - Praça do Relógio


Funcionou assim: imprimimos 10 fotos de momentos especiais do amigo [facebook ajuda nessas horas!].

Cada foto seria um PC e o objetivo era fazer com que o amigo buscasse, através de coordenadas de AZIMUTE e DISTÂNCIA [com ajuda de uma bússola e um relógio GPS] marcadas atrás de cada foto, todos os PC's.


Parte fundamental da brincadeira era eu e meu parceiro acompanharmos todo o percurso dos 10 PC's junto com nosso amigo, conversando sobre o momento no qual cada foto tirada, fazendo piadas, falando besteira e principalmente estando junto, em parceria.

Foto de um PC com as coordenadas

Durante o percurso fizemos "testes especiais", como:
- subir a famosa Biologia duas vezes
- perguntar o nome de um segurança [para isso teve que inventar uma história longa...]
- cantar em inglês [ele não fala inglês], subir uma escadaria 3 vezes [eu e meu parceiro junto, sempre]

Escadaria que subimos 3 vezes!

No começo nosso amigo estava estressado e bastante apreensivo, cheguei a achar que ele queria ir embora. Mas aos poucos ele foi entrando no espírito e se soltando. Quando acabou estávamos todos emocionados e segurando o choro!


Subida da Biologia pela 2ª vez

A foto do último PC foi escolhida especialmente para fazê-lo pensar e refletir [era da família]. Tudo tinha uma linha de raciocínio [ou de sentimento] e nós estávamos lá para falar que ele era o vencedor daquela corrida e fizemos um pórtico com os braços.



Moral da história: brincadeira é uma coisa séria! Ela é necessária para recuperar a leveza e assim ter mais energia para superar os desafios que aparecem.

O peso vai afundando a gente e se pudermos contar com nossos amigos para darem uma força, dedicarem um pouco de tempo mostrando que estamos todos juntos, fica mais fácil fluir e deixar o tempo ajustar os embaraços.

Não estamos falando para ignorar um problema, não, muito pelo contrário, a idéia é sempre encará-lo de frente, para que possa ser superado.

O mais legal de tudo foi que eu e meu parceiro ficamos imensamente felizes por ver nosso amigo sorrindo e falante novamente. Não tem preço.

As questões permanecem, mas talvez agora ele esteja mais seguro de que, independente do que for, uma coisa não vai mudar: o amor dos amigos e da família.

quinta-feira, 3 de novembro de 2011

El Día de Los Muertos

Aqui no Brasil, o feriado de Finados é o dia em que geralmente as pessoas costumam visitar túmulos de seus entes queridos já falecidos e rezar por eles. Essa data pode ser para muitos uma data triste, já que se mentaliza muita energia naqueles que já foram e deixam saudades. Mas isso não acontece em todas as partes do mundo.

No México, El Dia de Los Muertos [Dia dos Mortos] é uma celebração Mexicana, que virou símbolo nacional, a ponto de ser ensinada nas escolas do país com fins educativos. Nela são homenageados os mortos no dia 02 de Novembro.



O México, para quem nunca foi, é um país rico em cultura e tradições. Um dos principais aspectos que formam sua identidade como nação é a concepção que se tem sobre a morte e as tradições e crenças que giram em torno dela.

Eles acreditam que a morte não é o fim natural da vida, mas sim uma fase de um ciclo infinito. Vida, morte e ressurreição são os processos que nos ensina a religião. É como um espelho que reflete a forma em que temos vivido. Se a nossa morte carece de sentimento, tapouco o teve a vida. É como o ditado: "diga-me como morres e te direi como és".

Mas chega de falar de morte, vamos contar um pouco como é comemorada essa data por eles.

Para receber os mortos, as famílias se preparam com antecedência, limpando e varrendo as casas, lavando cortinas, pátios e pisos. Assim serão recebidos em um ambiente limpo, fresco e agradável. A entrada das casas são regadas com pétalas de Cempasúchil, uma flor de cor amarela que representa riqueza.

Cempasúchil - Utilizada no dia dos Mortos


No interior das casas, eles montam altares decorados com velas acesas para orientar as almas até as casas de seus familiares, além de oferendas, retratos dos falecidos e outros objetos.
Em algumas regiões do país, no dia 31 de outubro começam a preparar os alimentos para a oferenda e se colocam os objetos no altar.

Altar de oferendas aos falecidos

No dia 01 de novembro, Dia de Todos os Santos, acredita-se que chegam as crianças e os que morreram jóvens. Então, as igrejas, ao meio dia, anunciam a chegada dos "anjinhos".

Calaveritas - artesanato

No dia 02 de novembro, Dia dos Fieis Defundos [Finados], as crianças se despedem e recebem então os adultos.
Nesse dia se troca a oferenda e colocam-se alimentos como frutas, bebidas, objetos que agradavam aos que já se foram. Nas casas se serve a comida aos convidados e à familia.
Tradicional Pan de Muerto

Às sete da noite, em muitos lugares, as famílias vão ao cemitério, colocam as oferendas e acendem as velas para iluminar o caminho de volta aos falecdos.

Enfim, é uma data em que as famílias se juntam para relembrar aos que já se foram de uma maneira mais leve e comemorativa, comendo e fazendo as vontades dos antepassados. Com certeza uma marca na cultura Mexicana. Quem já teve oportunidade de visitar o país verá a importância da data.


terça-feira, 27 de setembro de 2011

Votos de Casamento

A troca de votos de casamento entre os noivos é uma tradição muito vista nos Estados Unidos e ainda não tão popular no Brasil.

Aqui é mais comum acompanhar o sermão do padre / pastor e falar os juramentos, como o famoso "Eu, x, te recebo, y, como meu marido e te prometo ser fiel, amar e respeitar, na alegria e na tristeza, na saúde e na doença, por todos os dias de nossas vidas, até que a morte nos separe".


Mas mesmo em casamentos na Igreja Católica [origem do juramento acima], está cada vez mais acontecendo dos noivos quererem aproveitar o momento do casamento para expressar seus profundos sentimentos e desejos em relação ao amado[a] e, assim, falar/ler os votos de casamento de cada um.

É muito legal, porque além de tocar e emocionar [justamente por ser sincero e do fundo do coração], dá um toque mais pessoal [e especial] à cerimônia.

A regra é simples: faça do seu jeito [seu e do seu parceiro]. Conversem com o padre ou com o pastor dizendo que gostariam de ler os votos de cada um durante a cerimônia religiosa. 

Ou, se preferir, pode usar a criatividade e fazer a leitura dos votos depois, na festa.
Não há nada que impeça que os seus votos de casamento sejam cantados, tocados, falados em versos etc...

No casamento Celta [já falamos dele aqui e aqui], há uma hora certa em que os noivos devem ler os votos, mas em vez de cada um ler o seu, cada um lê o que o outro escreveu [no caso, eu leria o que o meu noivo escreveu pra mim]. Muito bacana né?

Pesquisando hoje sobre votos de casamento pela internet, encontramos um texto fantástico que, segundo a blogosfera é do Mário Quintana. Ainda não conseguimos confirmar se é mesmo dele, mas vamos publicar aqui para inspirar futuros noivos e noivas! Seja quem for o autor, ele é genial! Aí vai:

Em maio de 98, escrevi um texto em que afirmava que achava bonito o ritual do casamento na igreja, com seus vestidos brancos e tapetes vermelhos, mas que a única coisa que me desagradava era o sermão do padre:
"Promete ser fiel na alegria e na tristeza, na saúde e na doença, amando-lhe e respeitando-lhe até que a morte os separe?"
Acho simplista e um pouco fora da realidade. Dou aqui novas sugestões de sermões:

- Promete não deixar a paixão fazer de você uma pessoa controladora, e sim respeitar a individualidade do seu amado, lembrando sempre que ele não pertence a você e que está ao seu lado por livre e espontânea vontade?

- Promete saber ser amiga(o) e ser amante, sabendo exatamente quando devem entrar em cena uma e outra, sem que isso lhe transforme numa pessoa de dupla identidade ou numa pessoa menos romântica?

- Promete fazer da passagem dos anos uma via de amadurecimento e não uma via de cobranças por sonhos idealizados que não chegaram a se concretizar?

- Promete sentir prazer de estar com a pessoa que você escolheu e ser feliz ao lado dela pelo simples fato de ela ser a pessoa que melhor conhece você e portanto a mais bem preparada para lhe ajudar, assim como você a ela?

- Promete se deixar conhecer?

- Promete que seguirá sendo uma pessoa gentil, carinhosa e educada, que não usará a rotina como desculpa para sua falta de humor?

- Promete que fará sexo sem pudores, que fará filhos por amor e por vontade, e não porque é o que esperam de você, e que os educará para serem independentes e bem informados sobre a realidade que os aguarda?

- Promete que não falará mal da pessoa com quem casou só para arrancar risadas dos outros?

- Promete que a palavra liberdade seguirá tendo a mesma importância que sempre teve na sua vida, que você saberá responsabilizar-se por si mesmo sem ficar escravizado pelo outro e que saberá lidar com sua própria solidão, que casamento algum elimina?

- Promete que será tão você mesmo quanto era minutos antes de entrar na igreja?
Sendo assim, declaro-os muito mais que marido e mulher: declaro-os maduros.


Mande pra gente os seus votos de casamento para publicarmos aqui!! faveryecristel@gmail.com

quinta-feira, 22 de setembro de 2011

Dúvidas frequentes - Devo dar um presente de noivado?

Já aconteceu de você ser convidado para uma festa de noivado e ficar na dúvida se deve ou não levar um presente?



Bom, isso aconteceu com a gente e depois de resolvido o assunto, decidimos fazer este post para dividir com vocês a solução da questão.

A resposta desta pergunta é que depende. Vamos às variáveis vs. possibilidades:

1) Se você for muito amigo do casal, é legal perguntar se eles estão precisando de alguma coisa para o enxoval ou para a organização do casamento que esteja ao seu alcance.

2) Se você foi convidado à uma comemoração de noivado que é restrita à família e amigos mais íntimos, é legal levar umas flores e uma garrafa de vinho ou algo do tipo. Um cartãozinho carinhoso dá um toque mais especial à esse presentinho.

3) Se você foi convidado para uma festa de noivado e não puder comparecer à celebração, nessa situação também é legal enviar um "agrado", que pode ser flores e um cartão desejando boa sorte, etc...

Estas são as nossas dicas, achamos educado agir dessas maneiras, mas é claro que você deve fazer o que tiver sentido pra você, sempre!


E se tiver dúvidas ou sugestões, escreva pra gente! faveryecristel@gmail.com

quarta-feira, 20 de julho de 2011

Dieta vs. Festa

Quem aqui que nunca fez uma dieta, que atire a primeira pedra!

As dietas existem em vários tipos, por motivos e objetivos diferentes. Tem gente que quer emagrecer, outros que querem apenas comer mais saudável, alguns fazem opções por não comer determinados tipos de alimento e outros fazem dieta por questão de saúde.

Independente de qual for sua razão, é sempre um desafio estar de dieta em um ambiente social. Não sei dizer o motivo, mas suspeito que tenha a ver com o fato de que a possibilidade de escolher o que comer seja ainda um assunto "não digerido" pelas pessoas.


A questão é que:

1) Para quem está precisando emagrecer é difícil falar que não vai comer o agradinho da sua avó, ou o bolo de aniversário da amiga. As pessoas as vezes levam pro lado pessoal você não aceitar comer alguma coisa que ela preparou. Ou mesmo não levando, muitas vezes têm dificuldade de respeitar sua dieta e ficam insistindo para que prove algo.


2) Quem faz dieta por opção raramente não é questionado sobre o motivo de suas escolhas. E na maioria das vezes, em vez de se dar por satisfeito em ter uma resposta, o curioso ainda faz questão de palpitar, colocar seu ponto de vista e ainda te jogar um olhar de "sai pra lá seu E.T.!".


3) Quem não pode comer certo tipo de produto por questões de saúde, frequentemente tem dificuldade de encontrar alternativas no menu da festa.


E aí, como faz?

Realmente não é fácil, mas o jeito é ser forte e não abrir mão do seu jeito de ser.


Aqui vão algumas dicas:

- Quando for convidado para um jantar de amigos no qual alguém vai cozinhar, procure avisar o "chef da vez" que você segue uma dieta. Se ele não adaptar o cardápio [e nem você a ele], pergunte se ele não se importa de você ficar apenas na saladinha;

- Se não souber [ou confiar] no que vai ser servido na festa, coma antes de sair de casa. Essa estratégia funciona em diversas situações, como casamentos, formaturas ou até quando for na casa de amigos no dia de pedir pizza;

- Sempre carrege na bolsa ou no carro uma comidinha para não passar fome e assim evitar comer o que não quer. Existem várias opções de comidinhas "de bolsa", como bananinha, castanhas, sementes [girassol ou abóbora], barrinha de cereal, etc...

- Não dê bola a discussões idealistas do porquê optar por fazer tal dieta ou não, elas nunca levam a nada a não ser desgaste na conversa;

- Quando estiver com menos paciência, o melhor é dizer que simplesmente não gosta de tal coisa. Aí não tem o que discutir. Não gosta não gosta e ponto final...

Nós da Favery & Cristel respeitamos as preferências e opções de cada um. Contem conosco para atender a necessidade dos convidados superando suas expectativas, cuidando de detalhes que só a gente pensa!

domingo, 12 de junho de 2011

Especial Dia dos Namorados 12º Desafio - A Digestão

Queridos leitores, feliz dia dos namorados!!! O que vocês prepararam para a pessoa amada hoje? Queremos saber, conte pra gente!!!

Bom, para fechar o especial de dia dos namorados, o desafio só poderia ser o da Digestão [não física, é claro! rs].

Este último post é proposital para que, depois de 11 temas abordados e muito trabalho pra cabeça, possamos sugerir nos dar o tempo da digestão de toda essa informação. É hora de processar, captar e entender como os "inputs" colocados aqui no blog podem servir a você.

Sair do "modo automático" e parar para pensar nas coisas, ficar quietinho, sozinho, só deixando fluir, fazendo apenas o que a inércia lhe permite. Isso pode ser feito sempre que possível. Não é nada tão complexo... as vezes só um segundo de reflexão e diálogo interno já lhe permite algumas sacadas.

E me parece que se dar esse tempo de processamento é fundamental para o relacionamento: é o tempo de reconhecer e viver o que sentimos. Legitima nós mesmos e é essencial para não misturar suas angústias e medos com o outro. Assim fica mais fácil dar espaço para a convivência leve, gostosa e saudável.

Vamos digerir?

Uma música muito delicada do Jair Oliveira, para inspirar o pensamento:


Vejam a letra que poesia mais linda sobre relacionamento:

Não faço pra te aborrecer
Nem eu me entendo direito
Meu jeito não dá pra prever
Às vezes dá defeito
Não tô triste nem tô "deprê"
Apenas estou sossegado
Não há o que esclarecer
Não há nada errado
Às vezes o silêncio tapa os buracos
E o amor prossegue intacto
Já sei o que vai me dizer
"Você é muito enigmático"
Tem toda razão, pode crer
Não sou nada prático
Mas deite aqui perto de mim
Vamos acalmar num abraço
Gostar geralmente é assim
Nunca é sempre fácil
Às vezes o silêncio tapa os buracos
E o amor prossegue intacto

Lindo de viver, não acham?

Enfim, este especial acaba por aqui. Nós da Favery & Cristel desejamos a todos um lindo dia e torcemos para que possam experimentar a magia das profundezas das relações saudáveis e trabalhosas.

Até mais!

Veja o desafio anterior AQUI

sexta-feira, 10 de junho de 2011

Especial Dia dos Namorados 11º Desafio - A Educação

Sexta feira, véspera de final de semana dos namorados, viva!!! Nossa, como o tempo passa rápido... parece que foi ontem que decidimos fazer este especial.

Bom, o 11º desafio do relacionamento, o último antes do "gran finale" é o da Educação.

O motivo deste tema estar sendo abordado aqui é porque muitos de nós não fomos bem preparados [educados] para viver e conviver neste mundo moderno tão cheio de controvérsias e paradoxos.



Estamos tendo que lidar com coisas relativamente novas, como, por exemplo, a conquista da mulher por espaço no mercado de trabalho [estamos, cada vez mais, tendo acesso a cargos e posições de poder $$$]; a pílula anti-concepcional e a possibilidade de não menstruar [logo, adeus TPM]; métodos cada vez menos dolorosos de dar a luz ao bebê e do processo pós parto; etc etc etc...

Por esses e outros motivos, o lugar do homem está meio confuso. Eles, que sempre tiveram que ser fortes, cuidadores e protetores se encontram agora em dúvida [e com medo] sobre como questionar e enfrentar essa mulher tão menos frágil.

Eles estão podendo ser frágeis e medrosos e o que isso está causando é uma baita de uma confusão na cabeça de todo mundo. Vemos, por exemplo, muitas mulheres reclamando que seus parceiros não são "firmes", não decidem nada, estão inseguros e tem dificuldades de tomarem posicionamentos.


Mas o que é que isso tem a ver com educação, oras bolas? Tem a ver que é em casa, no ambiente cuidador [que nem sempre cuida né... tem esse problema também] que se vive suas primeiras experiências de confiança afetiva, de sustentação, de reconhecimento e de amor. É onde você se forma moralmente e inicia sua coleção de valores e noções de certo-errado.

Com uma boa base educacional é possível enfrentar o mundo de forma menos atrapalhada, correndo menos riscos de se perder, se equivocar e viajar na maionese.

Quem foi bem criado não tem dúvidas sobre se, ao entrar no elevador, deve ou não comprimentar o ser com que divide o mesmo espaço. Essa pessoa também tem noção de espaço público e não jogaria lixo na rua ou ouviria música alta na fila do banco; ela ofereceria acento do ônibus aos mais velhos e/ou necessitados, pediria licensa ao passar e buscaria respeitar até mesmo quem o desrespeita.


No espaço dos dois, do relacionamento, não é diferente. A educação é necessária e fundamental. Ela cuida do reconhecimento e reverenciamento da possibilidade de divisão e construção do espaço com o outro. Sem esses elementos, não há parceria, saúde, soma, saúde, qualidade e continuidade...

Na semana passada tive a oportunidade de participar de um encontro chamado Awake [organizado pela querida Camila Setúbal] que contou com uma palestra do filósofo e professor Luis Felipe Pondé. O tema foi Amor no século XXI. Tudo a ver com isso que estamos falando. Vou divir alguns pensamentos com vocês:

1. Santo Agostin dizia "A única forma de você ser livre é quando você ama"- é no amor que temos a oportunidade de sair de nós mesmos e estarmos em mais alguém, o amor nos salva de nós mesmos, dos nossos limites, das nossas manias...


2. O maior luxo é ter alguém que lhe aceite "mala sem alça"- porque todos nós somos meio mala sem alça de vez em quando ["na saúde e na doença"].


3. A pior coisa é achar que o amor vai trazer felicidade. Ele proporciona coisas muito mais importantes do que isso [!!!].


e, para finalizar:

4."Não há como experimentar o amor se não há coragem" - Luis Felipe Pondé


Bom, é isso. Espero que tenham gostado. Até amanhã!

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quinta-feira, 9 de junho de 2011

Especial Dia dos Namorados 10º Desafio - Os Limites

O 10º desafio [sim, estamos chegando no final!] do especial de Dia dos Namorados é o dos Limites [o meu, o seu, o do outro e o nosso].

Conhecer nossos limites, nossa medida e o nosso tamanho leva certo tempo e experiência. 

Geralmente aprendemos da pior maneira: extrapolando. Mas só de saber que eles existem e que é interessante respeitá-los já é um grande passo.

Ter noção do nosso limite nos ajuda a fazer escolhas mais inteligentes. Nos comprometemos com o que sabemos ter condições de cumprir. É um ato responsável.


No relacionamento do casal, o desafio do limite está presente em 2 vertentes:

1. Reconhecer até onde conseguimos nos comprometer com determinadas situações [conforme colocado acima]. Quando nos comprometemos com algo além da nossa capacidade [nosso tamanho], tendemos a nos atrapalhar e a frustrar os envolvidos que tinham uma expectativa de poder contar conosco;


2. Onde começa e acabo eu, onde começa e acaba o outro - o que é questão/problema meu e o que não é. No desafio da convivência [aqui] abordamos 2 pontos que tem tudo a ver com o reconhecimento destes limites: 

"7) A convivência é a maior fonte de auto conhecimento!! O gesto do outro causa em nós reações, pensamentos e sentimentos espontâneos que "falam" muito de nós, nossas sensibilidades, fraquezas, angústias, medos, receios, questões, etc. É comum jogarmos ao outro a responsabilidade de nossas reações, mas o que nós sentimos é "problema" nosso! 

8) Fale sempre de você, nunca do outro. Se ele fez algo que te fez sentir agredido, isso é uma questão sua, o ponto de saída para uma conversa é "ME SENTI mal pelo que fez" e não "VOCÊ fez..."

Ou seja, a reação que você tem perante o que o outro fala faz parte do SEU perímetro, lide VOCÊ com isso, certo?


Tem algo muito legal que acontece ao longo do relacionamento que é a construção espontânea do espaço do "nós", um perímetro em que os dois estão inseridos em parceria. Esse espaço também tem seus limites e medidas. Interessante...

E uma mensagem que gostaríamos de passar é que não é legal ser do tipo "topa tudo"! Você vai não apenas se desvalorizar perante o outro [já que não diz não para nada...], como também desvalorizar aquilo que você faz bem e merece reconhecimento. Portanto... tenha limites e procure saber quais são eles!

Até amanhã!

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quarta-feira, 8 de junho de 2011

Especial Dia dos Namorados 9º Desafio - O Cuidado

O 9º desafio do especial de Dia dos Namorados é sobre o Cuidado.

Desde criança ouvimos dos nossos pais: "Tenha cuidado filhinho!", "Cuidado, não faça isso!", "Cuidado quando estiver andando na rua"...

O que eles queriam, no fundo, era pedir que tivéssemos ATENÇÃO aos fatores e condições externas.

Era para olharmos ao redor e reparar que o mundo não se limita a nós mesmos e que corremos o risco de, na distração, passar batido por coisas que podem ferir alguém ou até mesmo a nós.


E no relacionamento não é diferente. O cuidado que nos referimos aqui tem a ver com a consideração pelo outro e por suas necessidades. Está, assim, na forma como se faz o gesto, mostrando que vê e reconhece seu parceiro. Tem tudo a ver com aquele assunto da tolerância, tema tratado no post anterior [aqui].

Então pensar e digerir, não ter presença excessiva [ser invasivo], saber onde acaba você e começa o outro... poder reconhecer se estiver errado, e ter consciência de que seu jeito não necessariamente é o melhor ou o escolhido para/pelo o outro são coisas a serem consideradas.

Rei? Só se for de brincadeirinha!!
Abaixo, quatro elementos que quando praticados, apontam para o caminho do cuidado equilibrado:

1. Acolhimento - Ficar ao lado, dar apoio e simplesmente estar. A possibilidade de acolher um ao outro nasce da confiança e da sustentação da diferença entre os dois [cada um é único e singular - não tente mudar ninguém!];

2. Sustentação - Poder manter-se próximo mesmo quando o vazio aparece. Possibilidade de "dar conta" da angústia causada pela diferença e distância [o outro é outro e não é você]. "É o conjunto de singulares que forma o plural";

3. Reconhecimento - Dele por você e vive-versa. Ambos precisam do olhar do outro para legitimar o sentido da relação;

4. Sintonia - dos valores, dos desejos e vontades, etc [falamos sobre isso no desafio da missão pessoal, aqui].

O caminho do cuidado equilibrado é o da continuidade e fruição da relação. Quem não quer um amor que dure para sempre?


Uma frase para inspirar o pensamento:

"O cuidado vivo e real invalida qualquer arrogância" - Vera Lucia Marinho em "O Cuidado como a Base Ética na Constituição do Ser Humano"

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terça-feira, 7 de junho de 2011

Especial Dia dos Namorados 8º Desafio - A Tolerância

O tema do 8º desafio do especial de Dia dos Namorados é o da Tolerância, elemento fundamental para manter a ordem na sociedade e, portanto, no relacionamento também!

Para definir melhor, quando falamos da tolerância, estamos nos referindo à nossa capacidade de aceitar, sustentar e/ou suportar um elemento contrário de algo que consideramos como regra. Ou seja, dar conta de não se irritar quando alguém faz algo que consideramos absurdo e/ou que não faz sentido nenhum. 


Uma forma de entender melhor essa tal de tolerância é falar sobre seu contrário, a INtolerância. Fazendo uma brincadeira com o inglês, a própria palavra já sugere onde vamos chegar: INside, dentro do sujeito intolerante. É lá que está o "X"da questão.

Já reparou que a intolerância diz muito mais sobre o sujeito que não tolera [esse é você] do que do objeto não tolerado [seu companheiro]?

Normalmente, quando não toleramos alguma coisa, tendemos a criticar, questionar e expor nossa irritação. Aí tentamos convencer o outro de que ele está errado ou de que a sua maneira de fazer as coisas é melhor.

Mas na realidade, o "problema" não está no outro e sim em você. Quem não suportou o diferente, pior ou ruim, foi você. Percebe? Calma, isso não quer dizer que é errado.

O que acontece é que nós temos uma tendência de não tolerar no outro o que não toleramos em nós mesmos e assim, vemos no outro uma oportunidade de escoar a raiva que essas características que não toleramos nos provocam.

Ain... tadinho do outro! rs

Mas... também tem o outro lado da história. É normal se irritar, nem tudo é tolerável. Muitas vezes é até saudável colocar para fora, pois guardar também não é bom. O ponto é: vamos amadurecendo e sacando aos poucos o que é cada coisa, cada irritação e assim vamos cuidando mais para não descontar nas pessoas que amamos nossas frustrações, bloqueios e questões pessoais.

Enfim... sim, seria muito bom que o mundo tivesse um pouco mais de tolerância, mas se há alguma intenção com este texto, esta seria apenas de gerar uma consciência sobre esta discussão. Pense nisso!

Algumas frases para inspirar o pensamento:

"Não existem sentidos completos e nem significados definitivos"[Lacan, Freud e Foucault].

"Não existe nenhum outro fim a não ser si mesmo (...)" [Ilana Novinsky em "A concepção de Ser Humano e a Educação para a Tolerância"].

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domingo, 5 de junho de 2011

Especial Dia dos Namorados 6º Desafio - A Missão Pessoal

Estamos exatamente no "meio" do nosso especial de Dia dos Namorados e o desafio de hoje é o da Missão Pessoal de cada um e sua importância no relacionamento.

A missão pessoal tem a ver com os nossos valores, com as coisas que nos "movem" e com os assuntos pelos quais nos interessamos. Assim ela nos ajuda a ter diretrizes e foco no caminho a ser percorrido.

Ela está ligada às nossas metas na carreira profissional, expectativas que um pode ter sobre o relacionamento [ex: casar, filhos, etc], desejos e vontades [ex: estudar de novo, viajar o mundo, morar fora, etc] e, principalmente, a quem somos e queremos ser [pai/mãe, marido/esposa, chefe, mais cuidadosa, mais tolerante, mais saudável etc].


Não é sempre que temos clareza quanto à nossa missão pessoal. É normal mudarmos de idéias, escolhermos novos caminhos profissionais e trocarmos o rumo, o que é até saudável, mas a importância está em ter consciência de que temos que estar sempre em busca do que nós queremos e tomar cuidado para não "pegar carona" na missão pessoal de nosso parceiro.


Por outro lado, no relacionamento também é muito importante que as missões pessoais de cada um estejam em sintonia e possam caminhar paralelamente [de preferência uma somando à outra].

Em um relacionamento saudável, será possível que um suporte o outro em sua fraqueza e vice e versa, sustentando o ritmo da nossa jornada. Provavelmente esta deve ser uma das maiores riquezas da vida a dois!


E como já dissemos antes: haja trabalho! 

Coragem, parece que vale a pena...

Veja o desafio anterior AQUI
Veja o próximo desafio AQUI

sexta-feira, 3 de junho de 2011

Especial Dia dos Namorados 5º Desafio - A Saúde

Estamos à uma semana do Dia dos Namorados e o desafio que abordaremos hoje será o da saúde [física e emocional] do casal.

A saúde não é simplesmente a ausência de doenças, é uma questão mais profunda relacionada a um bem estar equilibrado que envolve nosso lado físico, mental e social.

Física ou emocional, a saúde só existe onde há cuidado e essa é uma questão chave que se destaca neste mundo moderno.

Além da internet e das ferramentas digitais que dominaram todos os conceitos antigos de tempo e espaço, quem mora em grandes metrópoles ainda sofre com os excessos [pessoas, carros, barulho,  estímulos visuais, paradoxos e etc], estes que nos fazem ter que lidar com imprevistos - coisas fora da nossa "alçada"- diariamente.

Aí fica difícil não se estressar, não ficar tenso e não se descuidar.

O cansaço causado por estes excessos afetam diretamente a capacidade de sermos pessoas mais cuidadosas.

Aqui algumas formas de cuidado:

1. Tenha consciência de que você não é o centro do mundo e não leve ofensas aleatórias para o lado pessoal. Por exemplo, se alguém buzinar ou te der aquela fechada no trânsito, ignore e siga, é o melhor que pode fazer. Aceite ficar chateado por ter sido desrespeitado. Não queira "comprar a briga", isso não vale a pena - você não vai educar ninguém dessa forma [e nem é de sua responsabilidade fazê-lo]. Se conseguir se desvencilhar desses "pesos extras", você estará muito mais inteiro/a quando estiver com o seu amor [e isso é saúde!];


2. Não julgue. Se seu/sua namorado/a está de mau humor, talvez haja um motivo para isso que não tem nada a ver com você. Respeite;


3. Preste atenção na forma e no tom de voz que usa para pedir, solicitar, requerer, expor opinião;


4. Quando estiver se comunicando por escrito, preste muita atenção nas palavras que utiliza e na forma como escreve. Em uma carta escrita a mão ainda é possível identificar os traços, algo personalizado, mas e-mail e mensagens digitais não possuem tom - o que você escreve pode ser lido e interpretado de forma completamente diferente. Evite equívocos;


5. Preserve sua identidade, seja você. Reconheça seus limites e até onde vale a pena se expor nas situações. A sua saúde depende da saúde do ambiente em que convive, portanto faça a sua parte. "É o conjunto de singulares que constrói o plural";


6. Procure ser uma pessoa espiritual. Isso não significa ser religiosa ou ter alguma crença. É apenas poder respeitar o desconhecido e a angústia que ele te causa. Confie. [O tempo é o melhor remédio sempre];


7. Saiba se dar o tempo do descanso. Num relacionamento é importante não discutir coisas importantes sob stress e cançasso. Confie no tempo e espere o momento adequado para alinhar questões de forma menos desgastante. Isso é prezar pela qualidade do relacionamento também;


8. Alimente-se bem. O corpo é ambiente sagrado então não coloque qualquer porcaria dentro dele! Não precisa fazer dieta, regime ou ir na nutricionista, é simplesmente não descontar sua ansiedade e pressa na comida. Todo mundo sabe que pizza pronta, salsicha, refrigerante, sorvete de massa, frituras, salgadinhos e afins fazem mais mal do que bem a você. Procure alimentos com menos gordura e sódio. Há muitas opções de lanches pouco gordurosos para carregar na bolsa e assim não exagerar na quantidade das principais refeições;


9. Saia de casa. Descansou? Aproveitou o ócio? Então bora sair para passear um pouco. Além de ser bom para o físico, uma caminhada é sempre um estímulo à criatividade!;

10. Se possível, pratique alguma atividade física. Dança, esporte, academia, luta marcial, algo que te atraia e te motive a mudar a rotina;


11. Reconheça dores [as físicas e as emocionais também]. Se sinta. A dor física é um alerta de que algum lugar do corpo está sofrendo. Entenda esse sinal e atenda sua necessidade. Seu corpo é um "ambiente" sagrado, pense sobre isso... E permita-se sentir as dores emocionais. Fingir que elas não estão ali não adianta, elas ficarão guardadas e incomodando pra sempre. Não fuja das questões, lide, interprete e aprenda com elas.

Bom, chega né? Este post ficou gigante!

Ah, só mais uma informação: a própria OMS [Organização Mundial da Saúde] considera a saúde mental  como parte de seu campo de atuação! Isso começou no pós-guerra como uma preocupação com a paz mundial.

É isso! Até amanhã.

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